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São Paulo, SP, Brazil
Uma deficiente visual (Retinose Pigmentar), que vê a vida, como um presente à ser desfrutado.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

BOAS FESTAS!!!

Olá!!!

Quero desejar à todos um Natal abençoado com PAZ e HARMONIA.
Que estas bênção se extendam por todo o ano de 2013, trazendo á tona a mais profunda sensibilidade do ser humano, fazendo com que a inclusão do deficiente na vida social, profissional, cultural, etc, seja um ato natural.
Espero postar aqui, em 2013, muitas notícias boas.

Até lá!

 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Aniversário do Conselho de Inclusão e Cooperação


Hoje, faz um ano que foi criado o Conselho de Inclusão e Cooperação da ABIME Brasil (Associação Brasileira de Imprensa e Mídia Eletrônica).
Fui empossada como Presidente desse Conselho, o que me trouxe uma grande responsabilidade de fazer com que os deficientes sejam cada vez mais integrado à nossa sociedade e no mercado de trabalho como cidadãos com igualdades de direitos e responsabilidades.
Em comemoração à essa data, tivemos em várias cidades brasileiras a Virada Inclusiva, um final de semana inteiro com vários tipos de atividades culturais e esportivas.
Espero que continuemos a comemorar novas conquistas dos direitos e deveres do deficiente físico, intelectual, visual, auditivo, etc...

Tim tim!

 

domingo, 18 de novembro de 2012

Cardápio em Braille


 

A Fundação Dorina Nowill para cegos, produziu no segundo semestre de 2012, quarente e oito (48) cardápios em Braille para a rede de fast food Baked Potato.

Os cardápios foram distribuídos para os estabelecimentos das cidades de: Brasília, Belo Horizonte, São Paulo e Grande São Paulo.
A rede de fast food é especializada em produzir e servir batatas inglesas assadas e recheadas.

Parabéns Baked Potato por esta iniciativa de inclusãoade!
Eu já era apreciadora das batatas, e agora sou admiradora da empresa!


Baseada na matéria publicada na Revista Falada da Fundação Dorina, publicada com a revista Veja falada.

 

sábado, 6 de outubro de 2012

Entrevista na CLICTV


Hoje, foi um dia muito especial para mim.

Participei do Programa “Caminhos de Sucesso”, sendo entrevistada pelo jornalista João Antônio Purcino.
Sempre que tenho a oportunidade de divulgar a luta pela nclusão de deficientes e a acessibilidade, me sinto privilegiada.
Sei que por enquanto minha contribuição é ínfima, mas me sinto fazendo a lição de casa, e se cada um fizer um pouquinho, poderemos progredir cada vez mais, conquistando novos espaços, e vencendo cada batalha.
É como se um exército fosse se formando aos poucos, com a adesão de cada um que veste essa camisa.
Agradeço à Deus e à todos que colaboraram para que eu pudesse dar mais esse passo.
Abaixo, os links do programa que foi dividido em dois blocos:


OBRIGADA

 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

INDIGNAÇÃO E INDIGNIDADE


Estamos na época de propagande eleitoral, e os candidatos não ficam nem vermelhos ao nos prometerem tantas coisas impraticáveis.

Nitidamente inviáveis.

Há poucos dias, começou a ser veiculada uma propaganda, oferecendo crédito para equipamentos e aparelhos que possam melhorar a acessibilidade e a rotina difícil dos deficientes.

Em seguida, outro comercial anunciando IPI Zero, na compra de carros novos.

Isto fere diretamente a dignidade dos deficientes.

Por que não isentar os impostos dos produtos necessários para os deficientes,, ao invés de ganhar dinheiro as suas custas, com juros em empréstimo?

É claro.

Não há interesse.

Não é indigno aplicar fator previdenciário àqueles que se aposentam, e principalmente, se aposentam por invalidaz, já que estas pessoas são fragilizadas por suas deficiências, e precisam de equipamentos especiais, medicamentos de uso contínui, etc...?

Se alguém sofre um acidente, ou descobre qualquer problema sério de saúde, que o impossibilita de continuar sua vida profissional, no início dela, com o passar do tempo, não terá difuculdades apenas para manter seus medicamentos, mas também VAI MORRER DE FOME!

Será que os nossos políticos e governantes, estão de olhos vendados, ou ainda não acordaram para a dura realidade do cotidiano do deficiente, que precisa reivindicar coisas básicas, que deveriam ser naturalmente oferecidas?

ACORDA BRASI!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

 

terça-feira, 31 de julho de 2012

Resiliência

Segundo o dicionário, resiliência é a propriedade de retornar à forma original, após ter sito submetido a uma deformação. Ou o que volta forma á forma original
Ou ainda, a capacidade de se recobrar, ou se adaptar às adversidades.
É aí que eu me encaixo.
É exatamente a tradução do decorrer na minha vida, com o avanço da Retinose.
Até há bem pouco tempo atrás, eu não tinha ouvido falar nesta palavra.
Mas quando ouvi, me identifiquei imediatamente.
Ela faz parte da trajetória da minha vida.o meu cotidiano, e tenho certeza que faz parte do cotidiano de todos os portadores de qualquer tipo de deficiência.
Isto aconteceu enquanto eu assistia uma entrevista de uma terapeuta, em um programa de TV.
Ela ainda citou o velho ditado que ajuda a traduzir muito bem o significado dessa palavra:
— “O que não mata, fortalece.”
Eu pratiquei isto, durante a minha vida inteira.
Todo deficiente sabe o verdadeiro ssentido das palavras: perseverança e superação, que resulta na tal transformação, ou na luta para não perder a sua essência.
Qualquer ação natural, das pessoas que não tem nenhum tipo de deficiência, como desviar de buracos, postes degraus, etc, se tornam grandes obstáculos para os deficientes, e muitas vezes, para superarmos estes obstáculos, precisamos repetir algumas tentativas, e exigir de si mesmo uma atenção muitíssimo maior, e muitas vezes, de um prévio planejamento.
As pessoas nem imaginam a batalha que travamos no dia-a-dia, porque fazem parte de um outro mundo, mais simples, e fluente.
É como se o undo do deficiente fosse uma mundo paralelo. Um mundo que só que vive nele, conhece.
Até mesmo quem convive intimamente com a gente, não tem a noção exata destas dificuldades.
Por isso, tento levar esse conhecimentos para a maior parte das pessoas possível.
Quem sabe assim, essa linha que delimita os dois mundos se torne cada vez mais tênue, e a inclusão social seja tão natural.
Enquanto isso, nós os resilientes, vamos desenvolvendo mecanismos, ao longo das nossas vidas, intuitivamento ou conscientemente, de acordo com as circunstancias para facilitar nossas vidas.
Tenho pensado bastante sobre o rumo que a minha vida tomou.
Quantas mudanças de direção, precisei fazer em decorrência da evolução da Retinose.
Mas ao mesmo tempo, essa experiência de vida, fez com que eu me tornasse muito mais segura, determinada e principalmente, perseverante.
Nunca desisto de um objetivo, até tentar todas as possibilidades.
Me sinto em constante fortalecimento.
No alto de sua sabedoria, minha mãe sempre cita um velho ditado: ”Se a vida lhe der um limão, faça uma limonada”.
Isso ultrapassa a resiliência, e vira SUPERAÇÃO!

sábado, 21 de julho de 2012

É a ANATEL quem decide?

             Há alguns dias atrás, eu soube que  pelo contrato do meu plano de telefone celular, teria direito a um novo aparelho: mais moderno, com mais funções, mais tecnologia...
Mas menos indicado para mim, ou para qualquer deficiente visual.
Para nós é muito mais confortável teclar, usar o tato, do que usar uma tela sensível ao toque, porque precisamos enxergar as opções de navegação, e ainda para piorar a sutuação as letras são pequenas e com baixo contraste.
Tudo o que nos traz mais difuldades.
Sei que já existem alguns aparelhos para uso de pessoas cegas, em Braille, mas ao contrário do que deveria ser, com preços inacessíveis.
            Não entendi bem uma noticia que está sendo veiculada na mídia, que diz o seguinte:
“A ANATEL deve regulamentar celular para deficiência visual”
“A 17ª vara civil de São Paulo determinou que a Agencia Nacional de Telecomunicações, a ANATEL. Elabore até setembro, um projeto de adaptação para uso de celulares, por pessoas com deficiência visual, em um prazo de 120 dias. 
A regulamentação deverá estabelecer normas para que sejam oferecidos no mercado. Aparelhos que indiquem de forma sonora, quais as operações e funções, que estão sendo clicadas pelo usuário cego, ou com visão reduzida.
Segundo o ministério publico, apenas alguns modelos, foram encontrados no mercado nacional, e com software leitor de mensagens, que opeera apenas nos idiomas inglês e finlandês.
Além disso, a maioria dos aperelhos com esse software é de tela sensível ao toque, o que dificulta a navegação das pessoas com deficiência visual.“
Será que ninguém pensou na possibilidade de perguntar aos deficientes, quais são sua necessidades, ou suas difuculdades, antes de tirar do mercado os aparelhos com teclas?
Tenho uma outra dúvida: será que isto é da alçada da ANATEL?
Acho mais provável que quem teria todas as condições de nos ajudar, seriam os fabricantes dos aparelhos, não?
Eu mesma, como usuária teria algumas sugestões:
Acho mais confortável para meu uso, os aparelhos com a frente deslizandote, co teclas. e com telas de fundo escuro e letras em branco. As letras não precisam ser enormes, mas sim, com uma resolução que tenha alto contraste.
 Esses recursos ajudariamn inclusive, as pessoas que já usam óculos para perto, evitantdo que fiquem dependencia deles para ler e enviar suas mensagens.
De qualquer forma, espero que as soluções sejam rápidas, para que nós, deficientes, possamos usufruir das inovações tecnólogicas, com lançamentos comcomitantes aos outros, e não como sempre vem acontecendo: com um passo atrás.

Reflexões

Para cima, e para o alto!



Se um dia, menino

A vida lhe pega

Andando sem tino

Caindo na pedra



Não fica, menino

Por causa da pedra

Como o corpo fechado

Com um corpo de pedra



Um dia essa pedra

Com mêdo de alguém

Com o corpo em queda

Pode ir além

De um poço sem fim



Não fica, menino

Por causa da pedra

Com o corpo fechado

Com um corpo de pedra



Silvann@____