Mais um ano que começa, e mais esperanças que se renovam.
Pensei que em 2013 os cientistas da USP de Ribeirão Preto, me dariam uma notícia tão esperada: a descoberta da cura para a Retinose Pigmentar.
Não foi em 2013, mas acredito na perseverança, empenho e competência destes seres tão dedicados às pesquisas, e tenho certeza de que estão no caminho certo, cada vez mais perto do sucesso e reconhecimento do seu árduo trabalho.
Na semana passada, assistimos uma matéria no Jornal Nacional, que em Londres mais uma avanço rumo a esse sucesso foi feito.
Deus abençoes esses pesquisadores com o SUCESSO de suas batalhas!!!
Quem sou eu
- Silvann@___
- São Paulo, SP, Brazil
- Uma deficiente visual (Retinose Pigmentar), que vê a vida, como um presente à ser desfrutado.
domingo, 19 de janeiro de 2014
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Consulta comovente
Agora, felizmente, podemos contar com veterinários especialistas, como: oftalmologistas, neurologistas, etc...
infelizmente, hoje precisamos levar a rotweiiler da minha mãe, para uma consulta em uma oftalmologista veterinárioa, pois estava com sintomas de baixa visão.
Com isso, tivemos o privilégio de conhecer uma profissional incrível, Dra Karine, que além de extrema competência, carrega uma grande sensibilidade.
Por ironia do destino, a nossa querida Nanny, perdeu a visão, por causa de um problema genético, na retina. além de apresentar problemas neurológicos.
Foi muito difícil para mim, e principalmente para minha mãe, mais uma vez, ouvir um diagnóstico tão contundende, mesmo vindo de uma profissional tão carinhosa e sensível.
Foi enviada por Deus.
Depois
de uma acirrada campanha para convencer meu marido a termos uma cachorrinha,
consegui a minha Kleine.
Em uma
visita a um pet shop, para ver outros filhotes, vi aquela simpática Schnauzer,
pulando em um quadrado de vidro, querendo chamar minha atenção.
A moça
que estava nos atendendo, me disse:
— Parece
que ela gostou de você... Quer pegar?
Fiquei
surpresa, porque dificilmente deixavam a gente ter contato com filhotes.
— Po
sábado, 17 de agosto de 2013
Programa Especial
Hoje,
assisti pela parabólica, na TV Brasi, o Programa Especial, dedicado à Inclusão
de deficientes, com matérias interessantes, estimulantes e inspiradoras, para quem
precisa encarar e se adptar à novas realidades.
No final, a apresentadora, fechou o programa com chave de outro, com a
frase:
“Desapegue
do resultado, e desfrute o precesso”.
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
MANIFESTAÇÃO PAULISTAPELOS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
Hoje, recebi este importantíssimo convite, através da Fundação Dorina Nowill para cegos, e gostaria que todos se juntassem à este propósito:
MANIFESTO PAULISTA PELOS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
A garantia de acesso aos direitos das pessoas com deficiência está sob ameaça devido a uma grande dificuldade de diálogo entre as instituições e os órgãos governamentais. Estes empecilhos atrapalham a garantia de direitos e igualdade no acesso à educação, mobilidade urbana, inclusão profissional e outros pontos importantes de inclusão.
Uma certificação junto ao COMAS – Conselho Municipal de Assistência Social tem sido um ponto de discussão, pois, caso não seja concedida esta certificação, as instituições deverão alterar a atuação de instituições sem fins lucrativos diminuindo atendimentos, assistência social, familiar e demais serviços de apoio à inclusão.
Para lutar em prol dos direitos das pessoas com deficiência, instituições e públicos interessados na inclusão organizam o Manifesto Paulista pelos Direitos das Pessoas com Deficiência, no dia 07 de agosto, quarta-feira, às 14h, no Viaduto do Chá, centro de São Paulo. A Fundação Dorina apoia a iniciativa e convida você e seus familiares para participarem desta ação com o objetivo de chamar a atenção para os seus direitos.
Os governantes precisam defender a vida plena das pessoas com deficiência e colaborar para que as instituições continuem um trabalho essencial. Sua presença é muito importante.
Serão reivindicadas ações em prol da educação, acessibilidade urbana, acesso às tecnologias assistivas e ao mercado trabalho, além de maior apoio do SUAS - Sistema Único de Assistência Social e demais órgãos que defendam o trabalho de instituições que buscam a inclusão das pessoas com deficiência.
Segurança: É importante ressaltar que as instituições envolvidas estão buscando apoio da Secretaria de Segurança para que seja mantida a ordem e a segurança de todos os participantes. Vamos representar a Fundação Dorina. Contamos com a sua presença.
| IMPORTANTE: No dia 07 de agosto, não haverá atendimento na parte da tarde e a Fundação Dorina Nowill para Cegos será um ponto de encontro para darmos voz e autenticidade ao Manifesto Paulista pelos Direitos das Pessoas com Deficiência. O encontro será às 13h e teremos ônibus à disposição para os participantes e é importante confirmar a presença com a Roberta no telefone 5087-0998 ou 5087-0994, até o dia 05 de agosto, às 15h. |
MANIFESTO PAULISTA PELOS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
07 DE AGOSTO
ENCONTRO NA FUNDAÇÃO DORINA: 13H
CONFIRMAÇÃO COM ROBERTA – 5087-0998 / 5087-0994, ATÉ O DIA 05 DE AGOSTO, ÀS 15H
A PASSEATA ACONTECERÁ NO VIADUTO DO CHÁ, Nº15 EM FRENTE À PREFEITURA DE SÃO PAULO
A Fundação Dorina Nowill para Cegos respeita sua privacidade e espera que tenha apreciado esta mensagem.
Se não desejar mais receber informativos desta categoria, acesse aqui.
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quinta-feira, 23 de maio de 2013
Dia Nacional do Combate ao Glaucoma
Dia Nacional de Combate ao Glaucoma serve de alerta para diagnóstico precoce da doença
Carolina Sarres e Paula Laboissière
Repórteres da Agência Brasil
Brasília – Na data em que se comemora o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, médicos e pacientes alertam para a necessidade do diagnóstico precoce da doença, considerada “silenciosa” por não apresentar sintomas. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a doença alcança de 1% a 2% da população acima dos 40 anos no mundo, o que corresponde a aproximadamente 2,9 milhões de pessoas.
O Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, comemorado anualmente em 26 de maio, foi instituído pela Lei nº 10.456/2002 para dar mais visibilidade à doença, que, sem diagnóstico, é tratada somente quando a percepção da perda parcial da visão já foi instalada. No caso da doença em estágio avançado, há comprometimento do campo visual e embaçamento constante. A perda da visão é progressiva.
Eduardo
Safons, 55 anos, portador de glaucoma há seis anos, diz que leva vida normal,
graças ao diagnóstico precoce. “Descobri meu glaucoma em exame de rotina. Todos
devem fazer exames frequentes, pelo menos uma vez ao ano, para que, se houver
alguma alteração, já se comece o tratamento”, o portador Eduardo Safons dá a
dica.
A única reclamação do paciente é em relação ao preço do colírio usado no tratamento. “O preço do colírio é um pouco salgado, mas vai sair mais caro comprar um labrador [cão-guia], treiná-lo, comprar uma bengala, contratar um motorista, porque daí eu estaria cego”, brincou.
O dano causado no nervo ótico após a instalação da doença é irreversível, mas há como impedir a progressão da perda da visão, explica a oftalmologista especializada em glaucoma, Carla Bastos. A médica destaca também que a associação entre a doença e pressão alta não é mais absoluta como costumava ser. De acordo com ela, o diagnóstico precoce é, de fato, o melhor tratamento.
“A doença aparece dos 35 aos 45 anos e dos 55 aos 65 ou 75 anos. O fator idade, hoje em dia, é um tanto quanto relativo, não é muito determinante. Os fatores que mais chamam a atenção do glaucomatólogo são os de risco”, disse a oftalmologista.
Quem já tem casos da doença na família, usa corticoide, é diabético, negro, asiático ou míope deve prestar mais atenção, pois esses são fatores de risco para o aparecimento do glaucoma. “Hoje em dia, o diagnóstico é feito no nervo ótico, mesmo que o paciente não tenha pressão alta. A pressão é individualizada, cada paciente tem um alvo”, explicou.
Os tratamentos atualmente são diversos, podendo ser feitos por meio de comprimidos, colírio, lasers ou cirurgias. Segundo o Ministério da Saúde, 95% dos tratamentos de glaucoma são feitos em regime ambulatorial, com uso de colírio.
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento integral à doença desde 2011, quando o MS passou a distribuir colírios das três linhas previstas para o combate ao glaucoma (betabloqueadores, inibidores tópicos de anidrase carbônica e alfa-2-agonistas, e análogos de prostaglandinas/prostamidas).
Edição: Davi Oliveira
Repórteres da Agência Brasil
Brasília – Na data em que se comemora o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, médicos e pacientes alertam para a necessidade do diagnóstico precoce da doença, considerada “silenciosa” por não apresentar sintomas. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a doença alcança de 1% a 2% da população acima dos 40 anos no mundo, o que corresponde a aproximadamente 2,9 milhões de pessoas.
O Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, comemorado anualmente em 26 de maio, foi instituído pela Lei nº 10.456/2002 para dar mais visibilidade à doença, que, sem diagnóstico, é tratada somente quando a percepção da perda parcial da visão já foi instalada. No caso da doença em estágio avançado, há comprometimento do campo visual e embaçamento constante. A perda da visão é progressiva.
A única reclamação do paciente é em relação ao preço do colírio usado no tratamento. “O preço do colírio é um pouco salgado, mas vai sair mais caro comprar um labrador [cão-guia], treiná-lo, comprar uma bengala, contratar um motorista, porque daí eu estaria cego”, brincou.
O dano causado no nervo ótico após a instalação da doença é irreversível, mas há como impedir a progressão da perda da visão, explica a oftalmologista especializada em glaucoma, Carla Bastos. A médica destaca também que a associação entre a doença e pressão alta não é mais absoluta como costumava ser. De acordo com ela, o diagnóstico precoce é, de fato, o melhor tratamento.
“A doença aparece dos 35 aos 45 anos e dos 55 aos 65 ou 75 anos. O fator idade, hoje em dia, é um tanto quanto relativo, não é muito determinante. Os fatores que mais chamam a atenção do glaucomatólogo são os de risco”, disse a oftalmologista.
Quem já tem casos da doença na família, usa corticoide, é diabético, negro, asiático ou míope deve prestar mais atenção, pois esses são fatores de risco para o aparecimento do glaucoma. “Hoje em dia, o diagnóstico é feito no nervo ótico, mesmo que o paciente não tenha pressão alta. A pressão é individualizada, cada paciente tem um alvo”, explicou.
Os tratamentos atualmente são diversos, podendo ser feitos por meio de comprimidos, colírio, lasers ou cirurgias. Segundo o Ministério da Saúde, 95% dos tratamentos de glaucoma são feitos em regime ambulatorial, com uso de colírio.
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento integral à doença desde 2011, quando o MS passou a distribuir colírios das três linhas previstas para o combate ao glaucoma (betabloqueadores, inibidores tópicos de anidrase carbônica e alfa-2-agonistas, e análogos de prostaglandinas/prostamidas).
Edição: Davi Oliveira
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Dia Nacional do Braille
Novamente estamos comemorando um dia tão Importante!
Como sempre o site da Fundação Dorina Nowill para cegos, publicou em seu site, uma matéria impecável. Confira:
"
Como sempre o site da Fundação Dorina Nowill para cegos, publicou em seu site, uma matéria impecável. Confira:
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Brasil comemora Dia Nacional do Braille

O “Dia Nacional do Braille” tem como objetivo ser um momento de reflexão e discussão onde a educação, a empregabilidade e a inclusão social das pessoas cegas e com baixa visão sejam avaliadas e novos rumos sejam apontados a fim de que a sociedade crie seus mecanismos para favorecer o desenvolvimento intelectual, profissional e social dos deficientes visuais no Brasil.
“Louis Braille foi um jovem brilhante que ao inventar um sistema de leitura e escrita para as pessoas cegas mudou a vida destas pessoas em todo o mundo. O Sistema Braille garante maior independência, autonomia e segurança, fatores indispensáveis à auto-estima de todo ser humano”, comenta Regina Fátima Caldeira de Oliveira, coordenadora da revisão braille da Fundação Dorina Nowill para Cegos
Sobre o Dia Nacional do Braille – A data de 8 de abril, em vigor deste 2010, foi escolhida em homenagem ao dia de nascimento de José Álvares de Azevedo, o primeiro professor cego brasileiro. Cego desde o nascimento, ele estudou o método em Paris. De volta ao Brasil, passou a ensiná-lo e a difundi-lo, e recebendo o título honorífico de "Patrono da Educação dos Cegos no Brasil".
Sistema Braille - É um sistema de leitura para cegos por meio do tato, criado pelo francês Louis Braille, que perdeu a visão aos 3 anos de idade. Braille apresentou a primeira versão do seu sistema de escrita e leitura com pontos em relevo para a utilização do deficiente visual em 1825. Sua escrita é baseada na combinação de 6 pontos, dispostos em duas colunas de 3 pontos, que permite a formação de 63 caracteres diferentes que representam as letras do alfabeto, números, simbologia aritmética, fonética, musicográfica e informática.
Sobre Louis Braille - Em 1825 o jovem francês Louis Braille apresentou a primeira versão do seu sistema de escrita e leitura em relevo para a utilização da pessoa cega. Baseado na combinação de seis pontos dispostos em duas colunas de três pontos o Sistema Braille permite a formação de 63 caracteres diferentes, que representam as letras do alfabeto, números, simbologia aritmética, musicográfica e, recentemente, da informática. Esse sistema se adapta a leitura tátil, pois os pontos em relevos devem obedecer à medidas padrão, e a dimensão da cela braille deve corresponder à unidade de percepção da ponta dos dedos.
Natural de Coupvray, pequena aldeia a leste de Paris, Louis Braille nasceu em 4 de janeiro de 1809. Ficou cego em 1812, aos três anos, após se acidentar na oficina do pai. Ao tentar perfurar um pedaço de couro com uma sovela, aproximou-a do rosto, e acabou por ferir o olho esquerdo. A infecção se expandiu e atingiu o outro olho, deixando-o completamente cego. Para desenvolver um sistema de leitura e escrita para pessoas cegas, ele utilizou como base o sistema de Barbier, utilizado para a comunicação noturna entre os soldados do exército francês. Em 1837, Louis Braille apresentou a versão final do sistema que, embora tenha levado algumas décadas para ser aceito na França, antes do final do século XIX já havia se difundido pela Europa e por outras partes do mundo.
Mais uma vez, com essta matéria, a Fundação Dorina "arrasou"!!!
domingo, 24 de março de 2013
Matéria da Fôlha
Inventor de olho biônico tem parceria com pesquisadores brasileiros
Pesquisadores brasileiros ajudaram a criar o primeiro olho biônico, aprovado no mês passado nos EUA, e agora colaboram em outro projeto que usa células-tronco da retina para recuperar a visão.
A revelação é do inventor do olho biônico, o engenheiro biomédico Mark Humayun, 50, que mantém uma parceria de 15 anos com o departamento de oftalmologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
Em entrevista exclusiva à Folha, o professor da Universidade do Sul da Califórnia afirma que seu maior desafio tem sido administrar a expectativa das pessoas sobre a nova tecnologia. "Não podemos alimentar falsas esperanças"
O olho biônico Argus II não restaura completamente a visão, mas permite que pessoas com uma doença rara que leva à cegueira (retinose pigmentar) detecte faixas de pedestres, presença de pessoas e grandes números e letras.
Ao menos 60 pessoas na Europa e nos EUA já usam o aparelho, a maioria subsidiada por programas governamentais. A tecnologia aguarda registro da Anvisa para ser comercializada no Brasil.
Espécie de Professor Pardal, Humayun tem cem patentes registradas em seu nome, entre elas bombas de insulina para diabéticos e dispositivos cerebrais.
Mark Humayun - Minha avó ficou cega por complicações da diabetes e, naquela época, pensei que poderia fazer algo para ajudá-la.
Quando foi isso e quais obstáculos o sr. enfrentou?
Há 25 anos, quando começamos com essa ideia, colocar um computador dentro dos olhos era ficção científica. Nos primeiros anos, havia pouco dinheiro, pouco apoio.
Para mudar isso, passamos a colocar o aparelho por 30, 45 minutos nos olhos de cegos, com anestesia local, e perguntar o que eles estavam vendo. O fato é que puderam ver um eletrodo dentro do olho e, então, acreditamos que poderíamos construir uma retina artificial.
O olho biônico custa US$ 100 mil. O sr. acredita que, com o tempo, ficará mais acessível?
O aparelho possibilita a visão por ao menos dez anos. São US$ 10 mil por ano. Por esse prisma, não é tão caro. Mas acredito que, com melhores técnicas de fabricação, poderemos torná-lo mais barato. Temos que lembrar que foram investidos US$ 200 milhões para desenvolvê-lo. Então, US$ 10 mil dólares por mês não é muito.
O aparelho não restaura completamente a visão. Ele deve ser aprimorado?
Ele permite identificar objetos grandes, como portas, contorno de corpos. Isso é uma grande coisa. Mas os usuários não podem reconhecer um rosto ou ler como nós lemos. A tecnologia deve melhorar cada vez mais.
Ele poderá ser usado em pessoas com outras doenças, como a degeneração macular?
Não temos essa resposta. Teoricamente, só precisamos melhorar a tecnologia.
Em quanto tempo?
O primeiro modelo do aparelho levou 15 anos para ser desenvolvido. O segundo, sete. Estamos aprendendo rápido e, em três ou quatro anos, teremos um novo modelo.
Qual o principal desafio ainda a ser enfrentado?
Administrar a expectativa das pessoas. Todo mundo ouviu sobre o olho biônico e todo mundo quer. Precisamos ser muito claros sobre o perfil de pessoas que serão beneficiadas com ele. Não podemos alimentar falsas esperanças. Ele não pode ser usado em doenças em que o nervo óptico foi lesionado ou em condições em que não há mais células viáveis da retina.
O Brasil teve participação neste projeto?
O Brasil tem um grande papel na pesquisa. Tenho recebido pesquisadores brasileiros no meu laboratório nos EUA, e eles contribuíram muito desde o início.
O sr. desenvolve outra pesquisa, em parceria com a Unifesp, que envolve uso de células-tronco. Do que se trata?
O olho biônico tenta restaurar a visão perdida, já as pesquisas com célula-tronco pretendem recuperar a retina que está morrendo.
São células-tronco que se diferenciam in vitro em células do epitélio pigmentar e são colocadas numa membrana. A hipótese é que colocar essas células debaixo da retina vai dar a nutrição para as outras células se manterem ou melhorarem. Estamos na fase pré-clínica. Os primeiros pacientes precisam ser aprovados pelo FDA. Isso deve acontecer em 2014.
Fonte: site do jornal Fôlha de São Paulo de 17/03/2013
CLÁUDIA COLLUCCI
DE SÃO PAULO
DE SÃO PAULO
Pesquisadores brasileiros ajudaram a criar o primeiro olho biônico, aprovado no mês passado nos EUA, e agora colaboram em outro projeto que usa células-tronco da retina para recuperar a visão.
A revelação é do inventor do olho biônico, o engenheiro biomédico Mark Humayun, 50, que mantém uma parceria de 15 anos com o departamento de oftalmologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
Em entrevista exclusiva à Folha, o professor da Universidade do Sul da Califórnia afirma que seu maior desafio tem sido administrar a expectativa das pessoas sobre a nova tecnologia. "Não podemos alimentar falsas esperanças"
O olho biônico Argus II não restaura completamente a visão, mas permite que pessoas com uma doença rara que leva à cegueira (retinose pigmentar) detecte faixas de pedestres, presença de pessoas e grandes números e letras.
Ao menos 60 pessoas na Europa e nos EUA já usam o aparelho, a maioria subsidiada por programas governamentais. A tecnologia aguarda registro da Anvisa para ser comercializada no Brasil.
Espécie de Professor Pardal, Humayun tem cem patentes registradas em seu nome, entre elas bombas de insulina para diabéticos e dispositivos cerebrais.
| Ze Carlos Barretta/Folhapress | ||
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| Mark Humayun, pesquisador americano que inventou olho bionico recem aprovado pela FDA |
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Folha - O que o inspirou na criação do olho biônico?Mark Humayun - Minha avó ficou cega por complicações da diabetes e, naquela época, pensei que poderia fazer algo para ajudá-la.
Quando foi isso e quais obstáculos o sr. enfrentou?
Há 25 anos, quando começamos com essa ideia, colocar um computador dentro dos olhos era ficção científica. Nos primeiros anos, havia pouco dinheiro, pouco apoio.
Para mudar isso, passamos a colocar o aparelho por 30, 45 minutos nos olhos de cegos, com anestesia local, e perguntar o que eles estavam vendo. O fato é que puderam ver um eletrodo dentro do olho e, então, acreditamos que poderíamos construir uma retina artificial.
O olho biônico custa US$ 100 mil. O sr. acredita que, com o tempo, ficará mais acessível?
O aparelho possibilita a visão por ao menos dez anos. São US$ 10 mil por ano. Por esse prisma, não é tão caro. Mas acredito que, com melhores técnicas de fabricação, poderemos torná-lo mais barato. Temos que lembrar que foram investidos US$ 200 milhões para desenvolvê-lo. Então, US$ 10 mil dólares por mês não é muito.
O aparelho não restaura completamente a visão. Ele deve ser aprimorado?
Ele permite identificar objetos grandes, como portas, contorno de corpos. Isso é uma grande coisa. Mas os usuários não podem reconhecer um rosto ou ler como nós lemos. A tecnologia deve melhorar cada vez mais.
Ele poderá ser usado em pessoas com outras doenças, como a degeneração macular?
Não temos essa resposta. Teoricamente, só precisamos melhorar a tecnologia.
Em quanto tempo?
O primeiro modelo do aparelho levou 15 anos para ser desenvolvido. O segundo, sete. Estamos aprendendo rápido e, em três ou quatro anos, teremos um novo modelo.
Qual o principal desafio ainda a ser enfrentado?
Administrar a expectativa das pessoas. Todo mundo ouviu sobre o olho biônico e todo mundo quer. Precisamos ser muito claros sobre o perfil de pessoas que serão beneficiadas com ele. Não podemos alimentar falsas esperanças. Ele não pode ser usado em doenças em que o nervo óptico foi lesionado ou em condições em que não há mais células viáveis da retina.
O Brasil teve participação neste projeto?
O Brasil tem um grande papel na pesquisa. Tenho recebido pesquisadores brasileiros no meu laboratório nos EUA, e eles contribuíram muito desde o início.
O sr. desenvolve outra pesquisa, em parceria com a Unifesp, que envolve uso de células-tronco. Do que se trata?
O olho biônico tenta restaurar a visão perdida, já as pesquisas com célula-tronco pretendem recuperar a retina que está morrendo.
São células-tronco que se diferenciam in vitro em células do epitélio pigmentar e são colocadas numa membrana. A hipótese é que colocar essas células debaixo da retina vai dar a nutrição para as outras células se manterem ou melhorarem. Estamos na fase pré-clínica. Os primeiros pacientes precisam ser aprovados pelo FDA. Isso deve acontecer em 2014.
Fonte: site do jornal Fôlha de São Paulo de 17/03/2013
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Reflexões
Para cima, e para o alto!
Se um dia, menino
A vida lhe pega
Andando sem tino
Caindo na pedra
Não fica, menino
Por causa da pedra
Como o corpo fechado
Com um corpo de pedra
Um dia essa pedra
Com mêdo de alguém
Com o corpo em queda
Pode ir além
De um poço sem fim
Não fica, menino
Por causa da pedra
Com o corpo fechado
Com um corpo de pedra
Silvann@____
Se um dia, menino
A vida lhe pega
Andando sem tino
Caindo na pedra
Não fica, menino
Por causa da pedra
Como o corpo fechado
Com um corpo de pedra
Um dia essa pedra
Com mêdo de alguém
Com o corpo em queda
Pode ir além
De um poço sem fim
Não fica, menino
Por causa da pedra
Com o corpo fechado
Com um corpo de pedra
Silvann@____
